Un artículo contra el asimilacionismo y la transfobia del movimiento LGBT – es decir, Gay – y algunas críticas

.Abandone o movimento LGBT

Hace unos días salió este artículo en el blog brasilero Incandescencia.org, con una dura crítica al movimiento LGBT, su uso y exclusión de las personas trans y de las lesbianas, su asimilacionismo, su clasismo y su tendencia al conservadurismo.  El artículo invita a abandonar el movimiento, organizarse de manera autónoma y luchar por los propios derechos, ya no por los ajenos a razón de los cuales nos plegamos a una especie de escalera de luchas en las que las ajenas siempre tienen prioridad y las propias nunca llegan.

El análisis es aguerrido y muy atinado en muchas de las cosas que dice.  No obstante, creo que en varios puntos termina recayendo en lo mismo que ataca, y por eso me atreví a postearle el siguiente comentario (me disculpo anticipadamente por mi portugués, que no luce como el del artículo):

   “Concordo com a ideia geral do texto, mas acho que tem trechos onde faz o mesmo que vem denunciar, e isso lhe tira efetividade. Começa mencionando a “realidade de gênero onde vai se colocar um homem cisgênero”, mas no resto do artigo as criticas referem quase só a “homens” ou “machismo”. Em primeiro lugar, falar em “machismo” e “patriarcado” quando se fala da exclusão e invisibilização das pessoas trans, é supor que os homens trans não sofrem exclusões, só por serem “homens” (e supor também que não existem homens trans gays). É um erro similar àquele que o artigo denuncia, pelo qual se fala em “homofobia” como se a transfobia não fosse um problema também (presente, muitas vezes, em quem é alvo da homofobia, enquanto não percebe a própria transfobia). O machismo é um problema, mas também o é a transfobia, e falar de uma espécie de escada de opressões na qual ficariam homens (cis) gays – lésbicas – mulheres trans, implica: 1) deixar de lado os homens trans, especialmente os homens trans gays, bissexuais e pansexuais; 2) obviar as exclusões e os preconceitos que existem dentro do movimento lésbico (por exemplo), que pelo jeito seria imune às criticas; 3) obviar as múltiplas opressões que todxs sofrimos (não apenas por causa do género ou o sexo), pelas quais acontece que uma mulher (cis) lésbica pode ter acesso a muitos privilegios aos quais um homem (cis) gay mas pobre, velho o deficiente, ou mesmo um homem trans, não têm acesso. A exclusão dos homens trans dos espacios de ativismo gay (implicitamente: cis), ou lésbico, ou lgbt, é um exemplo nisso.
Imagino que o objetivo do artigo era se referir em particular as mulheres lésbicas e trans. Mas dá para pensar se essas representações que fazemos dos problemas do movimento não são à sua vez transfóbicas, enquanto não consideram a realidade de todas as pessoas trans, e não evaluam criticamente todas as nossas próprias práticas, mas só aquelas que tem nós como alvo (e não como agente) da opressão.
O movimento que eu quero abandonar é o GGGG, que exclui todo o que não seja homens cis gays brancos, de classe meia, não migrantes nem deficientes; mas também o LLLL que exclui todo o que não seja mulheres cis, lésbicas, brancas, de classe meia, “gold star”, não migrantes nem deficientes, o TTTT que só pensa em mulheres trans, sem incluir homens trans por considerar que por serem homens não sofreram as exclusões da transfobia… Enfim, qualquer movimento que não se pense em aliança transversal com a luta contra outras opressões, incluidas aquelas que nós mesmxs exercemos sobre nossxs irmãos e irmás.”

Anuncios